domingo, 22 de julho de 2012

"Anda cá, anda cá
anda cá trincar pinhões.
O teu mal era batata
agora são camarões"

sábado, 14 de julho de 2012

Vira

Ai o vira do Zé Trampe
de quatro leva o andor
Ai faz tu a novena ao santo
Que eu pago ao pregador
Ó vira que vira
Ó vira virava
e as voltas do vira
sou que as dava


Em  Entre Urzes e Camarinhas

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cantiga ao desafio

Cantar bem, cantava eu
na minha mocidade.
hoje quero e não posso,
cantar à minha vontade...

Em Entre Urzes e Camarinhas


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Adeus, ó Senhora da Arrábida
que eu a serra hei-de subir
que eu solteira ou casada
tornarei a cá vir.

...

É nabo, é grelo
eu sinto prazer em vê-lo
o nabo pica na couve
a couve no nabo
e o nabo no grelo

Ontem à meia-noite
ouvi apitar "ó da guarda"
Era o nabo mais o grelo
atrás da couve lombarda.

...

O Meu amor é de Aveiro
e trabalha n'Aroeira
dá tantas voltas na cama
como o peixe na ribeira.

Cantigas das Festas da Arrábida, publicadas em Entre Urzes e Camarinhas as festas da Arrábida e de Tróia

terça-feira, 3 de julho de 2012

Olaria és Rainha

P'ra que viva a olaria
neste nosso Portugal
nos metemos a fazer
este Encontro Nacional

Oleiros e professores
autarcas em reunião
pr'além disso ainda temos
uma linda exposição

És antiga companheira
do homem no seu lutar
tens um jeito de futuro
p'rà nossa vida mudar

De S.Miguel a Barcelos
todo o barro é irmão
ó minha terra diversa
tens de encontrar teu filão

Tens origem ancestral
tens tradições seculares
olaria és rainha
entre as artes populares

Não vamos deixar morrer
esta nossa tradição
a arte que faz nascer
as peças da tua mão

Na roda viva de hoje
olaria és lição
façamos renascer
no Homem o artesão

Em Relato e Conclusões do Enc. Nac. de Olaria, Almada 1981

segunda-feira, 2 de julho de 2012

És antiga companheira
Do homem no seu lutar;
Tens um jeito de futuro
P'rà nossa vida mudar

Anónimo, em Relato e Conclusões do Encontro Nacional de Olaria, Almada 1981

sábado, 23 de junho de 2012

Dialecto Mirandês

Öusendi¨ca era pastora.
Linda i chena d' alegrie,
Cantaba, fazendo meia,
Até la çposta del dìe.

Rompìe l alba i Öusendì¨ca
Yá sùes öubëilhas traìe,
A pacer i a berrear,
à strelhada gritarìe.

Öusenda, de clor triguëira,
Alma d'anjo inda tenìe,
Florie-l nos olhos las strëilhas
De tóla grácia q' habìe.

Em Nossa Alma i Nossa Tierra

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dialecto Mirandês

Bã-te röubando l alma,
Mìe tierra pequenina!
I deixã-te sien, calma,
Sien fala i sien, sentir,
Mudando l töu bibir...

-Morrendo-te a la squina!...

La fala dels abós
Yá n~u la querémos nós!...

Canti¨gas q' erã strëilhas
Acábã sien dar pur ëilhas!...

Bestidos q' erã tã guapos,
Antëiros fortes i ri¨cos,
Trocór~u-los pur farrapos
A Ambrulhar corpos tunti¨cos...

La fé q' era tã biba,
Tã pura cum' el sol,
Tã firme i tã segura
Cum' asssentar de fragas,
Bã-la molendo i matando
I, ã sõu lhugar, deixando
Cegueiras, crimes i pragas!...

... - Tól alma se mos bai indo
No bício que bai benindo!...

Em Nossa Alma I Nossa Tierra

domingo, 17 de junho de 2012

Dialecto Mirandês

Eiqui bibiu Pertual zde la primeira hora, pur eiqui naciu, e pur ende abaixo se botõu... antrõu ne mar i döu bolta al Mundo...

(Castelo de Algoso, primeira cabeça da terra de Miranda e primeiro lugar, em Portugal, onde se estabeleceram freires militares do Hospital - últimos anos do século XII)

Em Nossa Alma I nossa Tierra