Décimas dedicadas às gentes de Vale do Pereiro
Com sentido verdadeiro
Esta festa neste dia
Aqui no nosso Vale do Pereiro
Este convívio com alegria
O cantinho onde nascemos
No vale ou numa serra
O nome da nossa terra
Nunca o esquecemos
Com orgulho a defendemos
No país e no estrangeiro
Seja doutor os engenheiro
Somos todos irmãos
E juntos damos as mãos
Com sentido verdadeiro
Um louvor quero dar
A quem lançou esta iniciativa
Uma acção criativa
Que devemos ajudar
Estamos a trabalhar
Com honestidade e harmonia
A todos eu pedia
Compreensão e amizade
Para que seja uma realidade
Esta festa neste dia
Esta comissão aqui apela
À entidade competente
Que ajude a ir em frente
A construção da capela
Outro pedido se revela
Do qual sou mensageiro
Decerto não sou o primeiro
Que vejo com necessidade
O centro para a terceira idade
Aqui no nosso Valo do Pereiro
Louvamos a S. Sebastião
E também a Santa Justa
Creio que a ninguém custa
Fazer uma pequena oração
Pedimos paz e protecção
Para a nossa freguesia
Com amor e simpatia
Fazemos dela um espelho
E que fique marcado no concelho
Este convívio com alegria
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
De autor anónimo, do Concelho de Arraiolos
Ao escrever estas linhas
Só chora o meu coração
Porque as palavras são minhas
Só as letras o não são.
Nove de Abril, meu amor
Triste dia em que ditei
A carta que te mandei
Minha adorada flor
São fracos da minha dor
Fatalidades daninhas
Não pensas nem adivinhas
Quanto sinto, ó minha querida
Estou entre a morte e a vida
Ao escrever estas linhas.
Só chora o meu coração
Porque as palavras são minhas
Só as letras o não são.
Nove de Abril, meu amor
Triste dia em que ditei
A carta que te mandei
Minha adorada flor
São fracos da minha dor
Fatalidades daninhas
Não pensas nem adivinhas
Quanto sinto, ó minha querida
Estou entre a morte e a vida
Ao escrever estas linhas.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Manuel Vagarinho
Já podemos descansar
Com as armas oleadas
Agora vamos contar
Como foram as caçadas
Domingo 9 de Janeiro
Setenta com farnel
Apenas um tiro certeiro
E só trouxemos uma pele
O Tio Agostinho coitado
Viu-se numa aflição
Com um batedor afogado
Lá no ribeiro do Trancão
Com as armas oleadas
Agora vamos contar
Como foram as caçadas
Domingo 9 de Janeiro
Setenta com farnel
Apenas um tiro certeiro
E só trouxemos uma pele
O Tio Agostinho coitado
Viu-se numa aflição
Com um batedor afogado
Lá no ribeiro do Trancão
Nota: finalizo aqui a publicação de poemas de autoria do Sr. Vagarinho. Eventualmente, noutra ocasião, voltarei a divulgar a sua obra. E porque todos os poemas deste autor, aqui publicados, são dedicados à caça, quero deixar bem claro que, na parte que me toca, sou incapaz de matar uma formiga!
sábado, 18 de setembro de 2010
Manuel Vagarinho
O Sr Paulino de Carvalho
Cheio de orgulho, não quer ser réu
Dá-lhe sempre muito trabalho
A pôr raminhos no chapéu
O Ernesto de Alcácer do Sal
Para apontar tem bom gosto
Não fez aquilo por mal
Mas errou, foi mal disposto
O Sr Amaro da Zambujeira
É um homem muito certeiro
Espanta os bichos com a cegueira
De fazer versos o dia
O Tio Custódio Ferreira
Sei que também faz das suas
Um dia fez asneira
Deixou abalar só... duas
Cheio de orgulho, não quer ser réu
Dá-lhe sempre muito trabalho
A pôr raminhos no chapéu
O Ernesto de Alcácer do Sal
Para apontar tem bom gosto
Não fez aquilo por mal
Mas errou, foi mal disposto
O Sr Amaro da Zambujeira
É um homem muito certeiro
Espanta os bichos com a cegueira
De fazer versos o dia
O Tio Custódio Ferreira
Sei que também faz das suas
Um dia fez asneira
Deixou abalar só... duas
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Manuel Vagarinho
O Manuel Vagarinho, como ficou claro no seu primeiro poema aqui publicado, é natural de S. Cristóvão, concelho de Montemor-O-Novo. O amor à sua terra é cantado por si desalmadamente, traço que é comum à generalidade dos poetas populares - aí estão os sítios das suas primeiras memórias, tudo é o mais bonito, a água é a mais fresca, etc.
M. Vagarinho nasceu em 1938. O trabalho do campo foi o seu primeiro, que se prolongou até à idade do serviço militar. Depois foi ferroviário até à idade da reforma.
Cantador de desgarradas. Poeta. Caçador. E a caça é o seu motivo principal de inspiração: Caçadores da nossa terra/Que não quebram tradição/Do que se mata e se erra/Vem hoje a recordação.
Recordações de Três Décadas de Caçadas às Raposas, É uma edição de autor que reúne os poemas de sua autoria dedicados à caça, escritos entre 1976 e 2007.
M. Vagarinho nasceu em 1938. O trabalho do campo foi o seu primeiro, que se prolongou até à idade do serviço militar. Depois foi ferroviário até à idade da reforma.
Cantador de desgarradas. Poeta. Caçador. E a caça é o seu motivo principal de inspiração: Caçadores da nossa terra/Que não quebram tradição/Do que se mata e se erra/Vem hoje a recordação.
Recordações de Três Décadas de Caçadas às Raposas, É uma edição de autor que reúne os poemas de sua autoria dedicados à caça, escritos entre 1976 e 2007.
Logo à primeira batida
Foi barrigada de rir
Houve uma arma partida
Para apanhar uma a fugir
Já ia ferida de dois
Era bicha muito fina
Viemos a a saber depois
Que cheirava a gasolina
No vale grande da pescainha
Vi um homem cair no laço
Errou uma assim escurinha
Por lhe parecer um sargaço
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Manuel Custódio Teles Vagarinho
Mote
S. Cristóvão meu amor
Sempre no meu coração
Não conheço outro valor
Nesta pequena Nação
I
A tua igreja centenária
O lindo som do teu sino
Amo desde pequenino
A tua escola primária
Nunca esqueço a secretária
A cadeira do professor
O mapa com sua cor
Deste nosso Portugal
Como tu não há igual
S.Cristóvão meu amor
II
O lindo largo à entrada
É a sala de visitas
Tens tantas coisas bonitas
Ó minha terra adorada
Sempre limpa e asseada
Tudo para mim é paixão
Mostras assim a razão
Porque eu te adoro tanto
És terra do meu encanto
Sempre no meu coração
III
A sede da sociedade
O palco de actuações
São boas recordações
Dos tempos da mocidade
Ser teu filho tenho vaidade
É lindo seja o que for
Tudo feito com rigor
Com paz e boa harmonia
Sinto em mim grande alegria
Não conheço outro valor
IV
A tua ponte velhinha
Onde as aves fazem ninhos
Os açudes e os moinhos
Que faziam a farinha
A fonte com água fresquinha
Para toda a população
A moagem que moía o grão
Juntinho a ela o lagar
Nenhuma te pode igualar
Nesta pequena Nação
S. Cristóvão meu amor
Sempre no meu coração
Não conheço outro valor
Nesta pequena Nação
I
A tua igreja centenária
O lindo som do teu sino
Amo desde pequenino
A tua escola primária
Nunca esqueço a secretária
A cadeira do professor
O mapa com sua cor
Deste nosso Portugal
Como tu não há igual
S.Cristóvão meu amor
II
O lindo largo à entrada
É a sala de visitas
Tens tantas coisas bonitas
Ó minha terra adorada
Sempre limpa e asseada
Tudo para mim é paixão
Mostras assim a razão
Porque eu te adoro tanto
És terra do meu encanto
Sempre no meu coração
III
A sede da sociedade
O palco de actuações
São boas recordações
Dos tempos da mocidade
Ser teu filho tenho vaidade
É lindo seja o que for
Tudo feito com rigor
Com paz e boa harmonia
Sinto em mim grande alegria
Não conheço outro valor
IV
A tua ponte velhinha
Onde as aves fazem ninhos
Os açudes e os moinhos
Que faziam a farinha
A fonte com água fresquinha
Para toda a população
A moagem que moía o grão
Juntinho a ela o lagar
Nenhuma te pode igualar
Nesta pequena Nação
sábado, 3 de julho de 2010
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