Tu que vives na grandeza,
Se calçasses e vestisses
Daquilo que produzisses,
Andavas nu, com certeza.
Tu andas cheio, eu vazio;
Tens à escolha o que quiseres.
Comes o melhor que eu crio,
Eu como o que tu não queres.
Quando morrermos já sei...
Tens padres missas e luzes;
Dobram os sinos, levas cruzes,
E eu... nem caixão levarei
Se andas comigo à pancada,
A Justiças comprarás...
Arranjas uma embrulhada,
Que vou preso e tu não vás.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
António Aleixo
Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência,
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!
Metade do mundo come
À custa de outra metade;
Viver com honestidade
É abrir portas à fome...
A fartura ao pé da fome,
Raramente se dá bem:
Quase sempre quem tem come
À custa de quem não tem!
Em homens de inteligência,
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!
Metade do mundo come
À custa de outra metade;
Viver com honestidade
É abrir portas à fome...
A fartura ao pé da fome,
Raramente se dá bem:
Quase sempre quem tem come
À custa de quem não tem!
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
António Aleixo
Esta mascarada enorme
Com que o mundo nos aldraba,
Dura enquanto o povo dorme,
Quando ele acordar, acaba.
(Tão actual o Gr António Aleixo!)
Com que o mundo nos aldraba,
Dura enquanto o povo dorme,
Quando ele acordar, acaba.
(Tão actual o Gr António Aleixo!)
domingo, 9 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O Ideal Olímpico não tem barreiras...
Vi, parcialmente, pela televisão, a cerimónia de abertura dos Jogos Paralimpicos de Londres. Foi uma alegria ver a determinação das e dos desportistas, que tudo irão fazer para se superarem nesta festa que são os Jogos Olímpicos "da diferença"! Para todos eles manifesto a minha simpatia e admiração!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
José Alberto Carmo Raposo
Pintei
Pintei teu rosto na tela
Com os versos de um poema
Dei-lhe a cor do Sol-posto
Em fim de tarde serena
Pintei nos olhos doçura
Silêncio na tua boca
Pinceladas de ternura
Alegria quase louca
Pintei assas de verdade
Para que possas sonhar
Com a tua liberdade
Como um pássaro a voar
Neste poema inocente
Pintado com versos tais
Pintei teu olhar diferente
Mas igual aos demais
Em Um Olhar Diferente
sábado, 25 de agosto de 2012
Rui Alberto Santos Caleira
O Meu Mundo
O Mundo do Deficiente
Ninguém o conhece...
Mas ele é gente,
não é o que parece...
só o deficiente o sente...
Queres conhecer-me?
Dá-me a tua mão,
e eu abro-te
o Meu coração!...
Em Um Mundo Diferente
Ao longo de uma década (de 1996 a 1005) promoveu anualmente a APPACDM de Setúbal o concurso de poesia sob a temática da diferença - Um Olhar Diferente. Em 2006 foram editados em livro os trabalhos laureados nesses vários concursos. Destes, alguns vão ser publicados no blog, sendo a escolha da minha exclusiva responsabilidade, conforme o critério aqui seguido
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
José Alberto Carmo Raposo
Haverá Alguém Perfeito?
Foi sozinho que aprendi
Que o amor nunca mente
Foi sozinho que sofri
Como é duro ser diferente
Quando passo na rua
Onde passa toda a gente
Qualquer olhar insinua
Só porque sou diferente
Sou diferente
Mas isso não é defeito
E neste mundo presente
Haverá alguém perfeito?
Em Um Olhar Diferente
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Mário José Fragoso Serra
Diferença
O meu olhar a ti te diz que sou diferente,
Como os outros seres ditos normais,
Como os demais,
Que me fazem sentir gente,.
Onde se acende a luz da chama ardida,
Pelo sentimento de amor... tal é a crença...
Dessa vivência que te afaga algo contida,
E que é sonho em mim presente onde te abraço,
Ou donde colhes da semente a felicidade,
Simbolizando o querer dessa vontade,
De darmos em cada dia juntos... um só passo!
Em Um Olhar Diferente
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