A vida do pescador
Pescador que vais ao mar
Com as redes no porão
No barco a navegar
Para ganhar o teu pão
Vais lançar as tuas artes
Lá para o fundo do mar
Para ganhares as tuas partes
Do peixe que se pescar
Leva a corda retenida
O mestre a vigiar
Arriscando sua vida
Nas grandes ondas do mar
A viagem é prolongada
Numa embarcação costeira
Anda até de madrugada
A bordo de uma traineira
Se a companha é unida
Das partes que se apurar
É p'ra ser distribuida
Do valor que vem do mar
Mas às vezes corre mal,
Do pescado que se apanha
Baixa o preço e, no final
Pouco rende p'rá companha
Por isso o pescador,
Um valente marinheiro
Apesar do seu valor
Recebe pouco dinheiro
Há dias em que piora
O preço da lota, ofende
Deita-se o pescado fora
P'ra quem pesca, nada rende
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Edmundo Reis
Por onde anda o fado
De rua em rua andei
Fui à procura do fado
Mas não mais o encontrei
Não o vi em nenhum lado
O fado que era vadio
P'rós salões já se mudou
Munca mais ninguem o viu
Na rua onde murou
Hoje,temos bons artistas
Mas, estão do povo afastados
Já não vejo os fadistas
Na rua cantando fados
É que o fado nos salões
Não tem chama popular
Está longe das multidões
Que querem ouvir cantar
Cantem fadista p'ró povo
Quadras soltas e singelas
Tragam o fado de novo
P'rás ruas e p'rás vielas
De rua em rua andei
Fui à procura do fado
Mas não mais o encontrei
Não o vi em nenhum lado
O fado que era vadio
P'rós salões já se mudou
Munca mais ninguem o viu
Na rua onde murou
Hoje,temos bons artistas
Mas, estão do povo afastados
Já não vejo os fadistas
Na rua cantando fados
É que o fado nos salões
Não tem chama popular
Está longe das multidões
Que querem ouvir cantar
Cantem fadista p'ró povo
Quadras soltas e singelas
Tragam o fado de novo
P'rás ruas e p'rás vielas
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Edmundo Reis
A verdade e a mentira, qual delas gosta mais?
A verdade é relativa
Seja lá ela qual fôr
A mentira é negativa
Tal como é o seu valor
Seja sincero
Diga qual você mais gosta
Dirá sempre, p'ra mim quero
Que a verdade seja reposta
Mas volto a perguntar
Lida bem com as verdades?
É que, algumas podem causar
Alguns estragos e maldades
Também gosto que a verdade
Seja sempre toda dita
Sou pela sinceridade
Acho a mentira maldita
Mas há quem
Toda a verdade não diga
Porque entende que faz bem
P'ra não criar uma briga
A verdade às vezes doi... e bem
Por uma tragédia conter
E assim ainda há quem
Minta, p'ra não fazer sofrer
Edmundo Reis, 67 anos de idade. Operário textil da CUF, foi durante muitos anos dirigente do Sindicato dos Texteis e Vestuário. Até esta data, não publicou nenhum dos seus poemas.
A verdade é relativa
Seja lá ela qual fôr
A mentira é negativa
Tal como é o seu valor
Seja sincero
Diga qual você mais gosta
Dirá sempre, p'ra mim quero
Que a verdade seja reposta
Mas volto a perguntar
Lida bem com as verdades?
É que, algumas podem causar
Alguns estragos e maldades
Também gosto que a verdade
Seja sempre toda dita
Sou pela sinceridade
Acho a mentira maldita
Mas há quem
Toda a verdade não diga
Porque entende que faz bem
P'ra não criar uma briga
A verdade às vezes doi... e bem
Por uma tragédia conter
E assim ainda há quem
Minta, p'ra não fazer sofrer
Edmundo Reis, 67 anos de idade. Operário textil da CUF, foi durante muitos anos dirigente do Sindicato dos Texteis e Vestuário. Até esta data, não publicou nenhum dos seus poemas.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Modesto Martins Lopes
Versos a minha Mãe
Tenho a minha Mãe doente
Quase que paralizada
Era forte, era valente
Já não tem força p'ra nada
-
Só espera a hora da morte
Aquela que me é tão querida
A doença, atacou forte
Pouco lhe resta de vida
-
Ao ver sofrer quem me criou
Com tanto carinho e amor
É de certeza que sou
Como ela um sofredor
-
Não quero de maneira alguma
Que alguém chore os meus ais
Mas porque Mãe há só uma
Se a perco, não a tenho mais
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Modesto Martins Lopes
Dedicada a sua avó depois de morrer
A poesia mais feliz
Que me transmite mais dó
E que revela mais saudade
Foi um poema que fiz
Dedicado à minha avó
Com 95 anos de idade
Ao recordar essa velhinha
Vergada ao rigor dos anos
Relembro o muito que perdi
Essa relíiquia muito minha
Era a rainha dos humanos
O melhor que conheci
Era a mãe do meu pai
A raiz do meu sangue
Que a velhice matou
O passado já lá vai
Mas a lembrança se expande
Na saudade que deixou
Durará sempre a imagem
Do amor do grande afecto
Dos carinhos que me deu
Fica em versos a homenagem
Prestada pelo seu neto
Num poema que escreveu
A poesia mais feliz
Que me transmite mais dó
E que revela mais saudade
Foi um poema que fiz
Dedicado à minha avó
Com 95 anos de idade
Ao recordar essa velhinha
Vergada ao rigor dos anos
Relembro o muito que perdi
Essa relíiquia muito minha
Era a rainha dos humanos
O melhor que conheci
Era a mãe do meu pai
A raiz do meu sangue
Que a velhice matou
O passado já lá vai
Mas a lembrança se expande
Na saudade que deixou
Durará sempre a imagem
Do amor do grande afecto
Dos carinhos que me deu
Fica em versos a homenagem
Prestada pelo seu neto
Num poema que escreveu
domingo, 25 de outubro de 2009
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